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Retocolite Leve a Moderada

A retocolite ulcerativa (RCU) leve a moderada é a forma mais comum de apresentação inicial da doença, acometendo aproximadamente dois terços dos pacientes no primeiro ano após o diagnóstico.

imagem de pessoa com as mãos na altura do intestino
  • Em 2024, o estudo OPTIMISE avaliou a eficácia de uma abordagem “treat-to-target” (T2T) em comparação com o manejo baseado apenas em sintomas em pacientes com RCU leve a moderada. Os resultados mostraram que a estratégia T2T, que inclui monitoramento regular da calprotectina fecal e ajustes terapêuticos proativos, levou a uma taxa significativamente maior de remissão clínica e endoscópica sustentada após 12 meses, com um benefício adicional de 17 a 22% em comparação ao grupo controle.

 

  • Recentemente, um consenso internacional de especialistas destacou a importância de metas terapêuticas mais ambiciosas, como a remissão histológica e a “limpeza da doença” (disease clearance). Além disso, enfatizou-se o uso de ferramentas não invasivas, como a calprotectina fecal e a ultrassonografia intestinal, para monitoramento da atividade da doença e ajustes terapêuticos oportunos.
imagem de médico e paciente apertando as mãos

 

  • Os 5-ASA, como a mesalazina, são recomendados como terapia de primeira linha para indução e manutenção da remissão em pacientes com RCU leve a moderada. A combinação de mesalazina oral (2–3 g/dia) com formulações tópicas (supositórios ou enemas) demonstrou maior eficácia na indução da remissão, especialmente em casos de proctite ou colite distal. 

 

  • Uma das inovações recentes no arsenal terapêutico da mesalazina é a formulação em sachê de liberação prolongada. É uma solução prática e eficaz para o tratamento da RCU leve a moderada. Com dose única diária, facilita o uso e favorece a adesão, especialmente em pacientes que enfrentam dificuldades com múltiplas tomadas ou comprimidos grandes.

 

  • Estudos farmacocinéticos demonstraram que a mesalazina sachê oferece liberação uniforme ao longo do trato gastrointestinal e concentrações eficazes na mucosa colônica, comparáveis às formulações tradicionais.

Referências: 

  1. Magro F, et al. ECCO Guidelines on Therapeutics in Ulcerative Colitis. J Crohns Colitis. 2022;16(1):2–17.
  2. D’Amico F, et al. Drug Optimization in Mild-to-Moderate UC. J Clin Med. 2024;13(9):2510.
  3. Expert Consensus. Practical Management of Mild-to-Moderate UC. Expert Rev Clin Immunol. 2024.
  4. Middle East Expert Panel. Treatment in Mild-to-Moderate UC. J Clin Med. 2023;12(21):6929.
  5. AGA Living Guidelines. Moderate-to-Severe UC. AGA Clinical Guidance, 2024.
Camilla Almeida M Helfenberger Medical Writer
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