O artigo de Burisch et al. discute o aumento expressivo dos custos no cuidado das Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), impulsionado pelo uso de terapias avançadas. Os custos diretos — principalmente com biológicos — chegam a €2.000–€6.000/ano por paciente na Europa e ultrapassam USD 10.000 na América do Norte. Além disso, custos indiretos como perda de produtividade e afastamentos representam até 40% do impacto econômico total, ampliando o desafio para sistemas de saúde e sociedade.
Entre os obstáculos para a sustentabilidade estão desigualdades de acesso e políticas de saúde inconsistentes, que dificultam a oferta equitativa de cuidados. Para enfrentar esses desafios, os autores propõem cinco pilares: uso racional e custo-efetivo das terapias, adoção de biossimilares, equipes multidisciplinares e centros especializados, telemedicina e tecnologias digitais, além de educação médica continuada e maior participação dos pacientes.
Em países com recursos limitados, recomenda-se priorizar medicamentos custo-efetivos e protocolos baseados em evidências. Apesar do alto custo inicial, terapias biológicas podem reduzir internações e cirurgias, gerando economia no longo prazo. O uso de biossimilares e modelos integrados de cuidado surge como estratégia promissora para equilibrar eficácia clínica e viabilidade econômica, garantindo a sustentabilidade do cuidado em DII.
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